
A Uefa anunciou nesta quarta-feira (18) que abriu investigação sobre as acusações de comportamentos discriminatórios contra Vinícius Júnior, durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, na terça (17), nos playoffs da Liga dos Campeões.
O brasileiro diz ter sido chamado de macaco pelo argentino Prestianni, após a discussão com os jogadores do Benfica por sua comemoração no gol que deu a vitória ao time espanhol. O árbitro Benoit Bastien adotou o protocolo antirracismo e a partida ficou paralisada por cerca de dez minutos.
Foi nomeado um inspetor independente de Ética e Disciplina para conduzir a investigação.
“Os relatórios oficiais dos jogos disputados ontem à noite estão, neste momento, a serem analisados. Caso seja reportado algo, serão abertas as respectivas investigações e, caso essas levem a sanções disciplinares, essas serão anunciadas no site da Uefa. Não temos mais informações ou comentários a fazer neste momento”, diz o comunicado.
Logo após a partida, o atacante Mbappé, companheiro de Vinícius Júnior no Real Madrid, saiu em defesa do brasileiro e afirmou ter ouvido os insultos de Prestianni.
“Ele [Prestianni] começou a usar umas palavras inaceitáveis, levantou a camisa, cobriu a boca e chamou o Vini de macaco cinco vezes. Eu ouvi, outros jogadores do Benfica também”, disse Mbappé, aos jornalistas.
Mais tarde, Vinícius Júnior desabafou nas redes sociais sobre os incidentes no estádio da Luz.
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas, eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, tem a obrigação de punir”, escreveu o atacante.
Também nas redes sociais, o argentino negou ter feito qualquer insulto racista contra o brasileiro.
“Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, quem lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado. Jamais fui racista e lamento as ameaças que recebi dos jogadores do Real Madrid”, escreveu Pestrianni nas redes sociais.










