
Durou apenas 16 dias a permanência de Paolo Maldini e Leonardo nos cargos diretivos da Federação Italiana de Futebol. Os dois ex-jogadores renunciaram nesta segunda-feira (27). após desentendimento com Giovanni Malagó, presidente da entidade.
O problema ocorreu quando ele vetou a contratação de Andrea Pirlo como novo técnico da seleção italiana.
Maldini e Leonardo estavam encarregados de começar a reformulação na seleção. O primeiro nome foi o de Guardiola, mas o espanhol recusou a proposta. Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, foi procurado, mas não houve avanço.
A dupla partiu para Pirlo e encaminhou a contratação, mas Malagò barrou. O motivo teria disso o fato de Pirlo ter contrato publicitário com uma plataforma de apostas da Rússia.
Com a recusa do cartola, a dupla decidiu entregar o cargo nesta segunda.
Pirlo se pronunciou nas redes sociais e disse que a decisão da federação foi motivada por algo de “natureza comercial”.
“Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre conduzi minhas atividades em total conformidade com as leis dos países em que trabalhei e com os contratos que assinei. A colaboração profissional no centro da recente controvérsia surgiu no contexto da minha carreira nos Emirados Árabes Unidos e é exclusivamente de natureza comercial e esportiva. Atribuir significado político a essa colaboração significa atribuir-me crenças que nunca expressei e que não são minhas”, escreveu Pirlo.
Agora caberá a Malagò buscar uma solução para a seleção italiana, que atravessa uma crise sem precedentes após ter ficado fora das últimas três edições da Copa do Mundo.
De acordo com a imprensa da Itália, o nome de Roberto Mancini colta a ganhar força. Também há uma movimentação pelo ítalo-brasileiro Thiago Mota.










