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Ronaldo retira a candidatura à presidência da CBF

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por Redação
12/03/2025 ás 1:33 PM

São Paulo, SP

Ronaldo Fenômeno, em evento da Fifa - Crédito: @ronaldo

Ronaldo Fenômeno anunciou nesta quarta-feira (12) a retirada de sua candidatura à presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

O ex-jogador de 48 anos publicou uma nota nas redes sociais dizendo que procurou o diálogo com as 27 federações estaduais, mas 23 fecharam as portas.

“Depois de declarar publicamente o meu desejo de me candidatar à presidência da CBF no próximo pleito, retiro aqui, oficialmente, a minha intenção. Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião”, disse Ronaldo.

O Fenômeno enfrentaria Ednaldo Rodrigues, o atual mandatário. Para isso, precisaria do apoio de quatro federações mais quatro clubes da Séries A e B do Brasileiro.

“O estatuto concede às federações o voto de maior peso e, portanto, fica claro que não há como concorrer. A maior parte das lideranças estaduais apoia o presidente em exercício, é direito deles e eu respeito, independentemente das minhas convicções”, destacou.

Sem a presença de do Fenômeno, Ednaldo tem caminho aberto para uma reeleição. 

Veja a nota de Ronaldo:

Depois de declarar publicamente o meu desejo de me candidatar à presidência da CBF no próximo pleito, retiro aqui, oficialmente, a minha intenção. Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião.

Conforme já havia dito, os meus primeiros passos seriam na direção de dar voz e espaço aos clubes, bem como escutar as federações em prol de melhorias nas competições e desenvolvimento do esporte em seus estados. A mudança necessária viria desse alinhamento estratégico, com a força da visão compartilhada.

No entanto, no meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo.

O estatuto concede às federações o voto de maior peso e, portanto, fica claro que não há como concorrer. A maior parte das lideranças estaduais apoia o presidente em exercício, é direito deles e eu respeito, independentemente das minhas convicções.

Agradeço a todos que demonstraram interesse na minha iniciativa e sigo acreditando que o caminho para a evolução do futebol brasileiro é, antes de mais nada, o diálogo, a transparência e a união.

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